O Jiu-Jitsu foi desenvolvido por meio de uma técnica baseada nos princípios do equilíbrio e do sistema de articulação do corpo. A luta se aprimorou e o nosso país se tornou o centro mundial do esporte, que consiste no bom uso do sistema de alavancas, imobilização do adversário por meio de chaves de braço e pernas, estrangulamento, técnicas de rolamento e defesa pessoal.

 

A prática do Jiu-Jitsu proporciona diversos ganhos aos alunos, como aumento da flexibilidade, perda de peso, força física, aumento da autoconfiança e da autoestima. Como toda atividade aeróbica, o Jiu-Jitsu acelera o metabolismo e melhora a capacidade cardiovascular e respiratória, além de aumentar a coordenação motora e os reflexos.

 

Não há restrição quanto à prática. Homens e mulheres saudáveis, de qualquer idade, podem praticar Jiu-Jitsu. É possível eliminar 750 calorias por aula de nível básico; o gasto calórico dobra nos treinos avançados, chegando a 1500 calorias. Se você quer perder peso e melhorar a musculatura, ou se quer adquirir conhecimentos de defesa pessoal, o Jiu-Jitsu é o esporte certo.

Precursores / Pioneiros

JIGORO KANO

 

 

CARLOS GRACIE

HÉLIO GRACIE

OSWALDO FADDA

LUIZ FRANÇA

MITSUYO MAEDA (CONDE KOMA)

A palavra Jiu-Jitsu significa “arte suave” devido a seu princípio de ceder para vencer, usar o peso e a força de seu adversário contra ele mesmo e, ainda, de criar para cada técnica, uma força de alavanca que lhe permita mover um oponente muito mais forte e pesado.

ORIGEM

 

O Jiu-Jitsu nasceu há mais de 2500 anos. Criado por monges budistas, um povo nômade e franzino que freqüentemente era saqueado por outros povos e que, por sua religiosidade, não podiam usar armas, desenvolveram uma forma de defesa baseada no estudo dos movimentos dos animais, tendo como princípio a força de alavanca que permitia um indivíduo bem mais fraco, vencer um mais forte e pesado. Logo esta forma de luta cruzou a Ásia e chegou ao Japão onde se tornou a luta dos samurais, exímios guerreiros que tinham como função defender seus senhores se preciso, com a vida.

Os samurais dominavam varias técnicas de combate como facas, lanças e arco e flechas e tinham no Jiu-Jitsu, sua luta de corpo a corpo. O Jiu-Jitsu se destacava, apesar da agressividade da época, por características como equilíbrio e flexibilidade que venciam a força bruta.

BRASIL

 

Com a abertura dos portos Nipônicos ao ocidente foi decretado pelo imperador japonês crime de lesa-pátria ensinar Jiu-Jitsu no Japão, como tentativa de preservar o Jiu-Jitsu como cultura exclusiva do povo japonês. Porém, após a primeira guerra mundial, houve uma grande imigração do povo japonês e o Brasil foi o país escolhido por Mitsuyo Maeda (Conde Koma), campeão japonês da época, para viver. Maeda chegou ao Pará em meados de 1920 onde conheceu Gastão Gracie, homem influente na cidade de Belém do Pará e que o ajudou na nova cidade.

Em gratidão ao amigo,  Conde Koma ensinou Jiu-Jitsu ao filho mais velho de Gastão, Carlos, que em pouco tempo já dominava as técnicas e dava aulas. Mas foi seu irmão Hélio Gracie que desenvolveu o Jiu-Jitsu, a ponto de o esporte hoje, ser reconhecido como a forma mais perfeita de luta de todo o mundo. Hélio, com seus 63 quilos, venceu adversários com mais de 100, provando assim que a técnica vence a força. Essa cultura, hoje reconhecidamente brasileira, faz com que exportemos nosso Jiu-Jitsu por todo o mundo.

 

Em meio a família Gracie, há a propagação do Jiu-Jitsu por parte do senhor Luiz França. Este foi o fundador da linhagem (não pertencente à família Gracie) de mais sucesso no Jiu-Jitsu, uma linhagem continuada especialmente através do trabalho efetuado pelo mais proeminente e capaz aluno de França, o Mestre Oswaldo Fadda, que mais tarde formaria a sua própria escola de talentosos alunos.

Fadda se tornou uma figura influente no crescimento do Jiu-Jitsu trabalhando nos arredores do Rio de Janeiro, onde abriu a sua própria academia na década de 1950, apesar dele ser por vezes visto como um exilado pelos praticantes de Jiu-Jitsu da Zona Sul do Rio de Janeiro, que viam o seu estilo com um pouco de desdem. Em 1951 Fadda desafiou a Academia Gracie para provar o seu valor, desafio esse que foi proposto através da mídia, no Jornal Globo, a matéria dizia o seguinte:

 

“Desejamos desafiar os Gracie, respeitamo-los como incomparáveis adversários, porém não os tememos. Disponho de 20 alunos para os encontros."

 

Hélio Gracie aceitou que seus alunos enfrentassem os de Fadda, e a luta foi marcada para a Academia Gracie. O time de Oswaldo Fadda venceu, utilizando os seus conhecimentos de chaves de pé, algo em que os Gracie não eram fortes.

 

A influencia de Luiz França e Oswaldo Fadda no Jiu-Jitsu é ainda hoje visível nas maiores competições de Jiu-Jitsu.

 

"É preciso existir um Fadda, para mostrar que o Jiu-Jitsu não é privilégio dos Gracie." — Hélio Gracie, na Revista do Esporte, publicada no Rio de Janeiro em 1955.

 

"Acabamos com o tabu dos Gracie." — disse Fadda, na época à Revista do Esporte.